| Fraudes virtuais aumentam no fim do ano: smartphones entram na mira dos crackers |
| Trojans e vírus podem chegar por e-mails e SMS |
Com a proximidade das festas defim de ano, o aumento da circulação da receita e aquisições por conta do 13º. |
suas estruturas fortalecidas de segurança, objetivando coibir que usuários e consumidores sofram constrangimentos com furtos, roubos e
pequenos sequestros.
Porém, o alerta vem do mundo
virtual, com o aumento do número de crimes e fraudes virtuais. "Os crackers e
criminosos cibernéticos passam os seis últimos meses do ano projetando os ataques
e golpes nos meses de novembro, dezembro e janeiro", alerta o perito digital
sênior José Antonio Milagre, colunista do Olhar Digital e consultor da LegalTECH, empresa especializada em
investigações digitais.
"O crime digital cresce quase que
na mesma proporção do e-commerce e assim como as pessoas devem ter cuidado onde
colocam seus dados e dinheiro no mundo físico, para não serem assaltadas, a
mesma precaução deve ocorrer no mundo do bits", relata Milagre, que coordena
uma equipe de investigação de autores de golpes e fraudes na internet, atuando
para atacados, bancos e agências do governo.
O comércio eletrônico fechou o
primeiro semestre de 2010 com crescimento de 40% em relação ao mesmo período de 2009. Estas pessoas que consomem pela internet, muitas vezes,
esquecem-se que o ladrão é sofisticado e pode preparar armadilhas
imperceptíveis, que só serão percebidas quando o extrato bancário indicar o
desfalque ou quando a fatura de compras não realizadas chegar à vítima.
A tendência, segundo a
consultoria LegalTECH, é que aumentem os casos de pescaria de senhas, ou pishing
scam, onde vítimas recebem e-mails ou comunicados de falsas promoções e são
induzidas a fornecerem dados em sites falsos, criado pelo crime digital. Nesta
modalidade de golpe, ainda, recomenda-se não baixar nenhum arquivo em anexo
contendo catálogos, promoções ou vales virtuais. "Na verdade são trojans que
irão infectar a vítima, copiando seus dados bancários", adverte Milagre.
Outra técnica comumente utilizada
nesta época é o pharming, onde o usuário infectado, ao digitar um site correto, é
direcionado para site falso. A dica é não fornecer dados pessoais como CPF e
ficar atento em erros de gramática e concordância do site, observando também a
estética da página. Na dúvida feche o browser e acesse o mesmo site de outro
computador para conferir a integridade.
Mas o principal golpe vem dos que
utilizam os celulares e smartphones para transações. Trojans e vírus podem
chegar por e-mails e SMS. "Hoje um criminoso digital pode criar um qr-code (http://qrcode.kaywa.com/),
um código de barras na Internet, utilizado para promoções em folders de lojas, e
induzir o usuário a fotografá-lo com o celular, ao fotografar o criminoso é
direcionado para o site malicioso que o infecta", salienta o perito digital.
Ademais, com a popularização dos smartphones, criminosos podem enviar links
"encurtados" que mascaram sites com trojans, via celular.
Com o crescimento dos pagamentos
via celular (M-Payment), com plataforma lançada em novembro de 2010 pela Master
Card, todo o cuidado é pouco com celulares que estão com conexões bluetooth ativas ou
mesmo que se conectam para transações comerciais em hot-spots abertos. "É
relativamente simples para o golpista instalar um hot-spot perto de um shopping
e se passar por Internet de lojas. Neste caso, todos que se conectarem com seus
celulares a Internet, por intermédio destes pontos de acesso, serão sniffados,
ou seja, terão o tráfego copiado, com senhas, códigos e tudo que realizarem ou
digitarem".
Para os lojistas o cuidado é com
os ataques de negação de serviço (DOS). "Hoje temos grupos informatizados para
concorrência desleal aptos a removerem qualquer loja virtual do ar, em questão
de minutos, por isso todo o reforço em segurança da informação e registro de
atividades, além de sistemas de contingência, são fundamentais nesta época", diz Milagre, que lembra que lojas são responsáveis segundo a lei, caso dados de
seus consumidores fornecidos vazem na Internet.
Para quem for vítima, a
orientação é salvar todos os registros da compra e da fraude, notificar o
lojista, acionando seguro e garantias, realizar um boletim de ocorrência, de
preferência em delegacia especializada, preservar o computador utilizado para a
transação inalterada e consultar um profissional de perícia e direito digital para
os procedimentos de reparação do dano e identificação do criminoso.





